quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mensagem do Dia - As Duas Faces


Afirma-se que um famoso pintor do renascimento, quando pintava um quadro sobre o menino Jesus, após conceber e fazer os primeiros estudos, procurou uma criança que lhe servisse de modelo para a face do Mestre, na infância. Procurou em muitos lugares até encontrar um pequenino sujo, que brincava nas ruas. O menino retratava no olhar e na face toda a pureza, bondade, beleza e ternura que se podia conceber. Explicou-lhe o que desejava e, ante a autorização da família, levou-o para posar no seu atelier, retribuindo-lhe o trabalho com expressiva soma em moedas de ouro. Anos depois, o artista desejou pintar outro quadro. Dessa vez iria retratar Judas. E saiu em busca de alguém que pudesse lhe oferecer o rosto do traidor. Em mercados e praças públicas, tavernas e antros de costumes perniciosos por onde esteve à procura, não encontrou ninguém que se assemelhasse, em aparência, ao discípulo equivocado. Já havia desanimado de procurar e pensava em desistir, quando, visitando uma taberna de má qualidade, se deparou com um delinqüente embriagado, em cujo olhar e semblante se encontravam os conflitos do traidor, conforme a concepção que dele fazia. A barba endurecida, a cabeleira mal cuidada, eram a moldura para o olhar inquieto, desconfiado, num rosto contorcido pelo desconforto íntimo, formando um conjunto de dor e revolta, insegurança e arrependimento ímpares. Comovido com o fato, o artista convidou aquele homem para posar, ao que ele respondeu que só faria sob a condição de boa recompensa financeira. O pintor começou a obra e percebeu, após algumas sessões, que a face congestionada daquele homem se modificava a cada dia, perdendo a agressividade e a perturbação. Um dia resolveu perguntar ao modelo o porque de tal transformação, ao que ele, um tanto melancólico, respondeu: Posando nesta sala, recordo-me que há alguns anos atras, eu servi ao senhor de modelo para a face do menino Jesus... Eu sou aquele garoto em cujo rosto o senhor encontrou a paz e a beleza do Justo traído... O dinheiro que ganhei, em face da minha imaturidade, mais tarde pôs-me a perder e, de queda em queda, numa noite em que me embriaguei, por uma disputa insignificante matei outro homem. Condenado num julgamento arbitrário, envenenei-me de ódio... Agora, pisando neste lugar outra vez, recordo daquele tempo e retorno, emocionalmente, a Ele, e me acalmo... Paradoxalmente, o mesmo indivíduo ficou retratado na face de Jesus menino e de Judas, em duas fases diferentes da mesma vida. *** Muitos de nós, simbolicamente, temos os nossos dias de traído e de traidor. Dias em que trazemos na face a expressão da bondade e da ternura. E dias em que somos o retrato vivo do desespero. É nesses dias difíceis que devemos buscar, emocionalmente, a serenidade dos dias de luz e seguir em frente com vontade de imprimir, de vez por todas, a face justa e bela do nosso modelo maior, que é Jesus Cristo.

Deus te abençoe...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mensagem do Dia - Amar a Família, ou comprar a Familia?


Desde pequenos um hábito se instala em nós: resolver problemas comprando coisas. Você já percebeu como essa situação é bastante comum? Começa quando as crianças vêem anúncios na TV e pressionam os pais para que lhes comprem brinquedos e doces. Por sua vez, pais e mães também são levados a acreditar que seus filhos serão mais felizes se tiverem mais e mais coisas materiais. É o consumismo se instalando. Em vez de enfrentarem essa crise educando a criança, em geral os pais a satisfazem. É uma atitude que reforça a crença de que se pode ter tudo e que as coisas materiais são a razão da felicidade. Muitos pais, inclusive, tentam compensar as longas horas ausentes de casa fazendo compras exageradas. Enchem os filhos de objetos e, rapidamente, as crianças aprendem a negociar. Tornam-se cada vez mais exigentes e consumistas. Na adolescência, as compras continuam: aparelhos eletrônicos substituem os brinquedos. São celulares, computadores e jogos eletrônicos de imediato substituídos, quando surgem novos modelos. As mesadas se tornam maiores e logo os filhos desaparecem de casa, em companhia de amigos. Vivem em noitadas intermináveis, com fácil acesso ao álcool, fumo e drogas. O passo seguinte é comprar-lhes um carro, um apartamento... E cabe então a pergunta: Nessas quase duas décadas em que vivem com os pais, que aprenderam? Que exemplos receberam? Será que conhecem verdadeiramente seus pais? Estão preparados para amar ou para comprar? E o que dizer dos pais? Será que realmente conhecem seus filhos? Sabem de seus sonhos e aspirações? Já ouviram suas frustrações e problemas? Chega-se então ao mundo adulto. E as situações infelizes continuam a ser resolvidas à base de compras. Roupas e sapatos, carros, vinhos, jóias. A ostentação esconde a infelicidade. Falsa é essa felicidade baseada em ter coisas. Ela estimula o materialismo e destrói o que temos de mais belo: a convivência familiar, a construção de lembranças preciosas. Amar a família inclui sustentá-la em suas necessidades, prover o estudo dos filhos, garantir alimentação e lazer. Mas, muito diferente é substituir a presença do amor pelo presente por mais ricamente embalado que seja. Um filho é uma dádiva Divina. Uma responsabilidade que inclui não apenas dar-lhe coisas materiais, mas dar-lhe suporte emocional, psicológico. É preciso falar com os filhos, conhecê-los, sondar o que pensam, refletir sobre o que fazem. O mesmo vale para o casal: depois de alguns anos de convivência, as conversas, antes tão íntimas, costumam ser substituídas por presentes, como flores e jóias. Aos poucos se esvai a cumplicidade, a parceria e até a atração. E os pais? Envelhecem sozinhos, cercados de enfermeiras ou de pessoas pagas para tomar conta deles. Velhos pais, isolados, com suas manias e conversas que ninguém quer ouvir. Quão felizes seriam com visitas e conversas mais longas. Por tudo isso, reflita hoje: Estou amando ou comprando minha família?

Deus te abençoe...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mensagem do Dia - A Toalha de Mesa


Um novo pastor, recentemente formado, e sua esposa, que foram encarregados de reabrir uma igreja no bairro de Brooklyn, NY, chegaram no início de outubro, entusiasmados com a oportunidade. Quando viram a igreja, observaram que havia muitos estragos e um grande trabalho a ser feito.
Sem se deixar abater, estabeleceram como meta deixar tudo pronto para o primeiro serviço: o culto de Natal.Trabalharam sem descanso, consertando o telhado... refazendo o piso...pintando... e, muito antes do Natal, em 18 de dezembro, tudo estava pronto!
Mas... No dia seguinte, 19 de dezembro, desabou uma terrível tempestade que durou por dois dias.No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração doeu... viu que o telhado tinha quebrado e que uma grande área do revestimento de gesso decorado, da parede do santuário, logo atrás do púlpito, havia caído.
O pastor, enquanto limpava o chão, pensava em como resolver a situação. No caminho de casa, pensando em adiar o culto de Natal, observava as vitrines, enfeitadas para a época, quando notou um bazar beneficente e parou por instantes.Uma linda toalha de mesa, de crochet, na cor marfim, com um crucifixo delicadamente bordado no centro chamou-lhe a atenção. Era do tamanho exato para cobrir o estrago atrás do púlpito. Comprou-a e voltou para a igreja.
Começou a nevar. Apressou seus passos e quando chegava à porta da igreja uma velha senhora vinha correndo em direção contrária tentando pegar o ônibus, o que não conseguiu.O pastor convidou-a a entrar para esperar pelo próximo, abrigando-se do frio, que viria 45 minutos depois.Ela sentou-se num banco e nem prestava atenção no pastor que já providenciava a instalação da toalha de mesa na parede. Ao terminar afastou-se e pôde admirar o quanto a toalha era linda e servia perfeitamente para esconder o estrago.
Então, o pastor notou a velha encaminhando-se para ele. Seu rosto estava lívido e perguntou:- Pastor, onde o senhor encontrou essa toalha de mesa?O pastor contou a história. A mulher pediu-lhe que examinasse o canto direito inferior para encontrar as iniciais EBG, bordadas. O pastor fez o que a mulher pediu e, intrigado, confirmou.
A mulher disse: - Essas são as minhas iniciais.Ela havia feito essa toalha de mesa há 35 anos, na Áustria. Contou que, antes da guerra, ela e seu marido estavam "bem-de-vida". Quando os nazistas invadiram seu país combinaram fugir; ela iria antes e seu marido a seguiria uma semana depois. Ela foi capturada, trancada numa prisão e nunca mais viu seu marido e sua casa.
O pastor ofereceu a toalha, mas, ela recusou, dizendo que estava num lugar muito apropriado. Insistindo, ofereceu-se para levá-la até sua casa; era o mínimo que poderia fazer. Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooklin para um serviço de faxina.
No dia de Natal a igreja estava quase cheia. Foi um lindo trabalho.Ao final, o pastor e sua esposa cumprimentaram os fiéis um a um à porta e muitos diziam que retornariam.Um velho homem, que o pastor reconheceu pela vizinhança, permaneceu sentado, atônito.O pastor aproximou-se e, antes que dissesse palavra, o velho perguntou:- Onde o senhor conseguiu a toalha de mesa da parede? Ela é idêntica à uma que minha mulher fez, muitos anos atrás, quando vivíamos na Áustria, antes da guerra. Como poderiam existir duas toalhas tão parecidas?
Imediatamente, o pastor entendeu o que tinha acontecido e disse:- Venha... eu vou levá-lo a um lugar que o senhor vai gostar muito.No caminho o velho contou a mesma história da mulher. Ele, antes de poder fugir, também havia sido preso e nunca mais pôde ver sua mulher e sua casa, por 35 anos.Ao chegar à mesma casa onde deixara a mulher, três dias antes, ajudou o velho a subir os três lances de escadas e bateu na porta. Creio que não há necessidade de se contar o resto da história. Quem disse que Deus não trabalha de maneira misteriosa?
Deus te abençoe...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mensagem do Dia - A Crença em Deus


O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não é fruto da educação, nem resultado de idéias adquiridas.A prova disso é que esse sentimento é universal e o encontramos mesmo entre selvagens.Esse sentimento instintivo a respeito da existência de um ser superior nos afirma que Deus existe.
Foi isso que Dana aprendeu com seu filho. Quando ela mesma era criança, não conseguia entender algumas coisas que lhe ensinavam.
Por exemplo, perguntava, se os anjos ficavam tocando música no céu, como é que as nuvens conseguiam sustentar os pianos?
Ou então, como é que Jesus poderia ajudar alguém ficando preso a uma cruz com pregos enfiados em suas mãos?Porque não encontrasse as respostas adequadas, ela abandonou a religião e passou a não acreditar em Deus. Casou, tornou-se mãe e nunca a questão religiosa foi tratada em seu lar.Agora, sozinha com seu filho de 4 anos, ela estava ansiosa por notícias de seu marido. Ele partira para o Iraque, convocado pelo exército.Ela temia que ele não voltasse. Estranhamente, o pequeno Luke falava calmamente com seu pai ao telefone.
Certa noite em frente à TV, ela ouviu a entrevista de um soldado que estava de licença para se casar.Ele dizia ter medo de voltar para o Iraque, porque aquilo tudo era muito perigoso.Pelo canto do olho, Dana viu que Luke, sentado também em frente à TV juntou os dedinhos e baixou a cabeça por uns segundos. “O que é que você está fazendo, Ele não quis contar. Mas, depois de alguns minutos, repetiu o gesto. Ela insistiu: “Filho, você não precisa me contar se não quiser. Mas se quiser, estou ouvindo.”
O menino cravou nela os olhos límpidos e falou baixinho: Estou orando pelo papai.Ela ficou desconcertada. A forma como criara seu filho o fazia sentir vergonha por orar por seu pai, na sua própria casa. Como a semente da fé fora parar no coração de seu filho ela desejava saber. Por isso, perguntou quando ele começara a acreditar em Deus. “Eu não sei”, foi a resposta do garoto. “Sempre soube que ele existia.”A jovem mãe se deu conta que a fé havia encontrado um caminho até o coração de seu filho. Uma fé incondicional.O garoto orava e guardava a certeza que Deus traria seu pai de volta.E o trouxe. Contudo, se algo houvesse acontecido a ele, Luke saberia que seu pai estaria esperando por ele, em algum lugar, além desta vida.
Uma fé que o faz ter absoluta certeza que tudo é possível. E que, ao fim de sua vida, ele vai se juntar a seus heróis e entes queridos, mamãe, papai, avós e até o seu boneco de brinquedo.As preces de Luke se estendem ao infinito e além. Ele tem certeza da existência de Deus, um Pai que o ama e se importa com ele, com seus amores. Seus brinquedos, com o seu mundo.
Moral da História.

Quem tem fé, olha para a vida com lentes especiais. Quando caminha ao longo de um rio, não vê apenas a água correndo pelas pedras.
A paisagem o enche de êxtase. Enxerga um reino de esperança além deste mundo, enquanto os demais vêem apenas um regato murmurando.
Quem tem fé, contempla as estrelas com a certeza de que um dia todos chegaremos lá.
Não importa quanto demore, o quanto custe.
Um dia, perfeitos, viveremos nas estrelas mais brilhantes, celestes mundos criados por Deus para a morada dos seus filhos.
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.” (João 14.2)

Deus te abençoe...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mensagem do Dia - A Cor do Mundo


O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou ao seu lado:- Bom dia!- Bom dia! Respondeu o ancião.- O senhor mora aqui?- Sim, há muitos anos...- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem. - É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde você vem.- Ah, É ótima! Maravilhosa! Gente boa, fraterna... Fiz lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vais gostar daqui.O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:- Como é a cidade de onde você vem?- Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente...Assim somos nós....vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser. Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, assim será o mundo e só acharemos problemas e conflitos. Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes...da nossa maneira de ver as coisas. Se vemos o mundo com lentes escuras do pessimismo, tudo à nossa volta nos parecerá escuro...envolto em trevas. Se estamos turvados pelo desânimo, o universo que nos rodeia se apresenta desesperador. Mas, se ao contrário, estivermos otimistas, sentiremos que em todas as situações há aspectos positivos e cheios de entusiasmo. A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica...da maneira como estamos nos sentindo, afinal, o exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior. Ser otimista é ser gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria. Cultivando o otimismo nos sentimentos adquirimos visão para perceber o lado bom da vida que nos rodeia...teremos confiança em Deus e tudo será belo, e ao nosso redor teremos alegria e felicidade.
Deus te abençoe...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mensagem do Dia - A Bagagem


Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão... A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes.
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher: ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando, ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.
Mas, o que tirar? Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro: Amor, Amizade... nossa! Tem bastante, curioso, não pesa nada...
Tem algo pesado... você faz força para tirar.... era a Raiva - como ela pesa!Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala .... Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem...
Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo tira pra fora um monte de Tristeza...Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante...
Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor. Tire a Preocupação também. Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo.Agora é com você. E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.
Mateus 6-14-Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
15-Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

Deus te abençoe...